2/23/2011

Fome de quê?


Na fase de pré-produção do espetáculo teatral Bazar de Poesia, como de costume, enviamos uma mensagem por e-mail aos conhecidos de diversas instituições (secretarias de educação, secretarias e departamentos de cultura, organizadores de feiras de livros, de eventos literários, unidades do SESC/RS, universidades, produtores locais, etc.) com notícias de nosso novo “empreendimento artístico-cultural”. O retorno que obtivemos foi animador, as respostas vieram com palavras encorajadoras (sim, é preciso um tanto de coragem para continuar na atividade artística!), e alguns já querem reservar datas para o espetáculo circular por sua cidade e região.

Contudo, a resposta do secretário de educação de um município do RS, deixou-nos apavorados. Respondeu-nos ele: “Neste ano estamos nos preocupando com a alimentação de nossas crianças. Não teremos recursos para investir em ‘leitura, literatura, poesia e teatro’, como seu e-mail sugere. A meta definida junto a nossos professores nas reuniões de planejamento anual é alimentar com qualidade as nossas cr
ianças. Além do mais, a peça que vocês estão montando fala de algo muito distante dos alunos do município, se pelo menos o tema do espetáculo fosse as drogas, o alcoolismo, a violência, quem sabe faríamos um esforço no sentido de viabilizar as apresentações da peça em nossa cidade. Além disso, não temos uma casa de teatro para as apresentações.”

Compreendemos que muitos municípios não possuem condições de viabilizar a circulação de espetáculos teatrais pelas suas cidades e regiões, há dificuldades de naturezas diversas: baixa arrecadação, catástrofes relacionadas ao clima, entre outras. Mas as palavras do secretário não versam sobre isso e o município em questão não se enquadra nos quesitos que levantamos, pois o mesmo se localiza em uma região que há muito tempo não é judiada pela seca, ou pelas enchentes ou pelo frio em exagero.


O que percebemos nitidamente na resposta do secretário é a falta de compreensão de questões fundamentais em torno dos temas Leitura, Literatura e Poesia que, articulados e somados à linguagem teatral que estamos buscando, convergem nas cenas do espetáculo Bazar de Poesia. Não compreende o secretário de educação (e acredito que não compreenderá essa analogia) que há outro tipo de alimento que precisamos oferecer às nossas crianças e jovens, que os nutrirá enquanto cidadãos pensantes e críticos. Não compreende também que as substâncias que provêm da Arte e da Literatura não resultam em aumento de peso e de energia física, mas aumentam consideravelmente a sensibilidade, a capacidade de compreensão do mundo, das relações sociais e políticas... Nem imagina o caro secretário que, segundo diversos especialistas na área da Educação e Leitura, a tarefa mais importante da escola brasileira é promover o encontro entre as crianças e a literatura.


O discurso do secretário lembrou-nos dois depoimentos sobre poesia que nos orientaram nos estudos preparatórios para a montagem da peça Bazar de Poesia. Mesmo sabendo que nosso interlocutor primeiro não os compreenderá, vou transcrevê-los como provocação a sua mensagem. O primeiro é do poeta José Paulo Paes, para quem “a poesia (no seu sentido amplo) está a serviço de mostrar a perene novidade da vida e do mundo; atiçar o poder de imaginação das pessoas, libertando-as da mesmice da rotina; fazê-las sentir mais profundamente o significado dos seres e das coisas; estabelecer entre estas correspondências parentescos inusitados que apontem para uma misteriosa unidade cósmica; ligar entre si o imaginado e o vivido, o sonho e a realidade, como partes da nossa experiência de vida” (1996). O segundo é da pesquisadora Marina Marcondes Machado, que afirma: “Se a ciência deve ser reelaborada a cada nova descoberta dos homens, a poesia parece estar inserida em outro mundo possível, onde a referência pragmática não é necessária, onde a imagem sobrevive ao tempo, onde os estados contraditórios da alma podem coexistir e, de maneira lúdica e paradoxal, emocionar de formas variadas viventes de todas as épocas e em qualquer lugar do mundo” (2004).


Ficamos nos perguntando: o que quer realmente dizer o nobre secretário, quando afirma que a peça que estamos montando tematiza algo distante dos alunos de sua cidade? Não são eles seres humanos (e por isso mesmo) sedentos pela arte e por tudo mais que possa lhes despertar os sentidos, o conhecimento, a imaginação e o senso artístico? Parece que sua afirmação procura negar essa característica intrínseca dos seres humanos “de todas as épocas e de qualquer lugar do mundo”, e que se potencializa quando estamos falando de crianças e jovens. A postura do secretário lembra a postura de colegas da professora Tânia Rösing que, nos anos 80, vendo-a oferecer livros literários infantis à população carente de Passo Fundo afirmavam que “os pobres não querem saber de livros”. Esse gesto, somado a muitos outros, resulta hoje em um projeto ímpar de formação de leitores, encabeçado pela professora e sua equipe, projeto que ganha dimensão nacional como podemos verificar a cada edição das Jornadas de Literatura de Passo Fundo. A postura do secretário lembra também o comentário de uma professora, na época em que o MEC distribuiu a cada aluno brasileiro um kit com livros literários (ação principal do Projeto Literatura em Minha Casa). Afirmou ela que se tratava de um desperdício, pois na sua visão “pobres não sabem dar valor ao livro, vão acabar vendendo para reciclagem”, já que a maioria de seus alunos eram “filhos de papeleiros”, como afirmava ela, com desprezo.

E por fim, sobre o fato de o espetáculo Bazar de Poesia não tratar pontualmente dos temas sociais citados na mensagem que recebemos, temos a dizer: “Caro secretário, ofereça aos jovens e crianças a oportunidade de crescerem nos aspectos que listamos nos parágrafos anteriores e tenha certeza de que os vícios e a violência reduzirão consideravelmente. E sobre o fato de seu município não possuir uma sala apropriada para apresentações teatrais, saiba o senhor que existem produções de qualidade pensadas justamente para espaços alternativos, pois o que seria da população, se ter uma casa de espetáculos fosse pré-requisito para que as montagens circulassem estado a fora? Respondemos: se dependessem deste quesito, 96% das cidades gaúchas não receberiam peças teatrais. E já pensou que desastre seria, se além de não terem a casa de teatro, os secretários desses municípios pensassem como o senhor? Catastrófico, não?”

Fabiano Tadeu Grazioli

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Publicado no Jornal Diário da Manhã, 23/02/2011 (p. 03) e no
Jornal Bom Dia, 26, 27 e 28/02/2011 (p. 05).


43 comentários:

flávia disse...

seu comentário deveria era ganhar as páginas de alguma revista de circulação nacional.

é uma pena que exista gente pensando que a arte é luxo e que pobre não tem direito a nada além do prato com arroz e feijão (oferecidos como favor). aqui em fortaleza a prefeitura publicou uma revista linda, nos moldes de publicação chique, falando de arte urbana - REVISTA FAROL.ouvi tanto comentário preconceituoso, parecido com esse do secretário, que vc não tem ideia.e olha que fortaleza é a quinta maior cidade do brasil, e as pessoas que conversaram comigo sobre isso eram pessoas de nível superior e tal.
acho até que o problema foi justamente esse.

JAQUELINE SAMPAIO disse...

Querido Fabiano, além de compartilhar seu blog no meu site e no Facebook, ratifico suas palavras com a dor no coração... Como a Flávia postou aqui, isso tem aocntecido em todo nosso Brasil. As pessoas querem mudanças, mas apenas apontam a mais pura ignorância. E não saem do lugar...

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Valeu Flávia e Jaqueline, sugiro que voltem ao texto para lerem os comentários dos meus alunos no curso de Pedagogia, faremos uma dinâmica na próxima semana envolvendo o texto, e os alunos comentarão aqui...

Abraço!

Deise Daiane disse...

Estou estremamente indignada com a atitude desse indivíduo, que deveria estar inteiramente envolvido com o universo educacional e, do contrário, coloca-se em desacordo com sua própria função ao afirmar que esse trabalho artístico está distante do que deve ser proposto para os educandos.
A beleza oferecida pelas poesias pode incentivar a busca por um futuro repleto de conquistas!!

Carolina Salles disse...

Bom ao lermos as palavras do "secretário de educação" e após os comentários do professor dirigidos a ele, provoca-nos a vontade de também falar-lhe muitas coisas. Afinal parece-me complicado imaginar um "secretário de educação" com uma visão tão limitada sobre tudo que envolve a educação e as relações que se entrelaçam na literatura e na arte.
Digamos a ele que: a merenda produz um alivio físico e momentâneo, e por outro lado a arte pode alimentar a alma, os anseios, os questionamentos tão presentes na vida de cada criança. Afinal temos inúmeras crianças das quais comida não falta, e que mesmo assim demonstram precisar de muito mais do que isto, afinal são seres humanos. Quem nos dera se precisássemos somente de comida para sermos felizes!
Vale destacar também a lástima dele em pensar trazer para escola apenas a realidade destes alunos, que já parece tão sofrida e limitá-los apenas a esta realidade não os permitindo conhecer outros olhares, horizontes, visões, enfim outros mundos que não o das “drogas, álcool e etc”.

Deise Daiane disse...

A sua iniciativa caro professor ,em mostrar o acontecido ,é digna de aplausos!
O sol deve aparecer e não ser tapado por peneiras.

Anônimo disse...

bom.. seu texto com certeza deixou muita gente feliz com sua coragem, de alguma forma estar enfrentando o secretário, embora este não entenda da importância de estar "alimentando", nossas crianças de saber e cultura.
Edinéia Pudlo

cristiane disse...

Professor Fabiano o artigo é de uma riqueza inexplicável,nos faz refletir a que ponto os seres pensantes em nossa educação chegaram, é de uma tamanha ignarância que nos deixa muito tristes ao pensar que a literatura não está presente como deveria na vida destas crianças, pois acredito que a literatura é algo mágico e fundamental na vida de todo ser humano e é por meio dela que nos tornamos seres críticos.

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Deise e Carolina, vocês compreenderam o texto em sua essência. É por isso que reafirmo que, se não podemos distituir secretários que pensam dessa maneira, podemos nos munir de conhecimento e de postura crítica para enfrentá-los. Por isso nossas discussões em sala de aula tem imensa importância...

Fico feliz em conseguir repassar a aminha indignação a vocês e ser pelanmanete compreendido.

Abraço.

Tatiane disse...

Professor Fabiano, em relação ao texto lido, sinto-me honrada em saber que alguém se importa com a cultura e a arte desse país,pois como vemos não é o caso de muitos de nossos governantes.Acredito que se não houver empenho destes que dizem que nos representam a educação não avançará e quem sofrerá as consequências disso novamente serão os nossos estudantes.

Suélen de Quadros disse...

Parabéns Fabiano,pois não existe muitas pessoas que conseguem relatar e expor com tamanho poder crítico um assunto tão polêmico.
Após ter lido esse artigo, me permito comentar.

Acredito que o secretário da educação foi negligente e infeliz ao responder e enfatizar que o espetáculo Bazar da Poesia está distante da realidade daqueles estudantes pois realmente uma peça teatral é bela e rica por si só. Vem a acrescentar para o público alvo: poder imaginativo, cultura, ludicidade. O secretário da educação um cargo de tamanha responsabilidade ter uma pessoa que desconhece literatura, leitura, poesia e teatro é vergonhoso.

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Caros alunos(as), a minha pergunta é: na opinião de vocês, se o texto chegasse às mãos do secretário, será que ele compreenderia o texto?

Carolina Salles disse...

Acredito que até compreenderia, afinal os comentários foram bem provocativos e fundamentados, mas ele com certeza estaria restrito a mudanças, pessoas assim não pretendem mudar. Ele permaneceria em sua posição inicial, considerando-se certo.

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Caros alunos(as);

Muitos manifestaram indignação em relação ao de o secretário de educação pensar que o espetáculo não é para o público de sua cidade...

Então, queria provocar-lhes a refletir sobre: EXISTE CLASSE SOCIAL ESPECÍFICA PARA ENTRAR EM CONTATO COM OS PRDUTOS CULTURAIS (TEATRO, POESIA, LITERATURA)?

O que pesnam sobre iss?

Cristiane disse...

Professor acredito que pela mentalidade do secretário,com certeza levaria algum tempo para compreender a essência e a riqueza deste artigo.

Deise Daiane disse...

Se o texto chegasse nas mãos desse secretário , acredito que a atitude mais sensata seria repensar sobre o seu feito e, no mínimo, implorar por desculpas ,aceitando a proposta artística oferecida pelo professor Fabiano.Essa é a minha opinião.

Edinéia Pudlo disse...

Acredito que sim, o secretário da educação entenderia, de forma clara, mas ficaria restrito a sua primeira opinião pois levaria assim então como tal provocação, que ignoraria a opinião de que realmente entende de educação.

ALESSANDRA BAGGIO disse...

Querido amigo e professor com certeza este secretário foi infeliz e por que não dizer ignorante em suas colocações,pois uma pessoa de tamanha responsabilidade perante o povo não pode de maneira nem uma ignorar a grandeza que o teatro, a leitura e a literatura tem.
Sinto-me honrada por aprender com voce á cada sobre a importancia da leitura, literatura,poesia e teatro.

Cristiane disse...

Acredito não existir idade para apreciar a literatura.Em todas as idades, ela é fundamental para se ter uma visão melhor de mundo e no que é possível mudar para que o mundo se torne melhor diante de tantos desafios.

Suélen de Quadros disse...

Acredito que Acredito que o momento que o Secretário da Educação tivesse contato com o texto e juntamente com os comentários, seria imperdoável o mesmo não repensar sobre a sua atitude e com isso mudar completamente sua opinião, e de preferência para melhor.

Edinéia Pudlo disse...

Todos podem estar em contato com o mundo mágico, da literatura, poesia e teatro, basta apresentar interesse, e entusiasmo para entrar nesse mundo; mas além de tudo ter a "sorte" de encontrar profissionais que incentivem tais produtos culturais.

Tatiane disse...

Em relação a sua pergunta, acredito sinceramente que os conhecimentos do secretário de educação seriam insuficientes para conseguir elaborar um pensamento construtivo em relação ao texto.

ALESSANDRA BAGGIO disse...

Acredito que não compreenderia, pois não tem dicernimento do assunto ,nem tão pouco demonstrou pelos seus comentários a vontade de aprender e compreender a riqueza de uma peça teatral.

Deise Daiane disse...

Em resposta ao seu questionamento ,digo que qualquer indivíduo ,independentemente da classe social a que está inserido tem o DIREITO de estar envolvido com o universo cultural(teatro,cinema ,literatura...)
A educação tem ,entre outras funções , a importante tarefa de integrar a sociedade ao contexto escolar, auxiliando na formação de cidadãos pensantes,ativos...e não distantes dos conhecimentos,das leituras...

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Edinéia, é isso aí, sábias palavras as suas...

Contudo, o que será das nossas crianças se dependerem da sorte de não terem suas vidas afetadas por pessoas ignorantes?

Mas entendi o seu comentário, valeu!

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Cristiane, desculpe a demora, e obrigado pelo elogio.

Sua posição é clara e entusiasma-me como professor de Literatura Infantil e Juvenil, pois é de clareza e posições como a sua que precisamos.

Um abraço!

Naiara disse...

ESTARRECEDOR, o comentário do então secretário de educação!!
Com a leitura deste artigo, o sentimento que emana do coração, é sem dúvida indignação! Por onde anda a educação, em qual lista de prioridades se encontra? Como pensar em emancipação da mente, criticidade, inovação, criação, se afastamos de crianças, jovens e adultos a oportunidade do conhecimento, do sonho, da busca que a leitura, a literatura e a arte proporcionam?
Diante desta situação, é preciso ter olhos como a águia, renovar nossas forças e ver que precisamos fazer muito mais pelo ser humano, que é humano em toda sua plenitude, em toda sua essência!
Tenho certeza que este fato resultará em novas idéias, novos desafios... a educação, a cultura, a arte anseia por mais, muito mais!
Abraços

Suélen de Quadros disse...

Não existe classe social para apreciar e estar em contato com o mundo da literatura, poesia e o teatro. Porém, é de suma importância ter um profissional de qualidade mediando para poder embalar e despertar o poder imaginativo desse público.

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Tatiane, corretíssima a sua posição...

Sob quem recai as mazelas de atitudes e pesamentos como os do secretário? Justamente nos estduantes, como você disse.

Ah! Desculpe a demora para postar tá?

E volte ao blog sempre que quiser.

Abraço.

Edinéia Pudlo disse...

se não serem afetadas por pessoas ignorantes, com certeza estarão "salvas", e estarão bem munidas, e com certeza irão ser capazes de criticar quando os encontrarem....

Tatiane disse...

Tenho absoluta certeza que não existe classe social específica para entrar em contato com a literatura, pois, a mesma deve estar presente em todas as classes, demonstrando assim como ela se faz necessária em nosso cotidiano.

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Suelem, sua postagem me fez pensar: quais são os critérios utilizados pelos partidos/prefeitos na escolha dos secretários de educação?

Não deveriam eles prestar um concurso, uma entrevista, comprovar minimanete competência, assim como nós que temos que pestar concurso para desempenhar a docência pública?

O que você pensa sobre isso?

Fabiano Tadeu Grazioli disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ALESSANDRA BAGGIO disse...

Acredito que todos podem e devem estar em contato com os produtos culturais, pois acredito que ler é uma das competências mais importantes a serem trabalhadas com os estudantes,não basta apenas identificar as palavras, mas fazê-las ter sentido, compreender, interpretar, relacionar e reter o que for mais relevante.

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Ale,sua postagem me fez pensar: quais são os critérios utilizados pelos partidos/prefeitos na escolha dos secretários de educação?

Não deveriam eles prestar um concurso, uma entrevista, comprovar minimanete competência, assim como nós que temos que pestar concurso para desempenhar a docência pública?

O que você pensa sobre isso? a sua postagem me fez pensar

ALESSANDRA BAGGIO disse...

Querido professor acredito que não se tem critérios para a escolha de pessoas que trabalhem com educação nos municípios, pois se asssim fosse não teríamos pessoas tão mal informadas para não dizer ignorantes na maneira de se postar perante um informativo que falava sobre a cultura e sobre a importancia que o teatro tem para a população em geral.
credito que quando houver um concurso por exemplo, no mínimo irão exigir uma maior compreenssão, estudo do assunto, lembrando sempre da grande importancia das pessoas terem acesso á cultura.
Espero resposta da colocação anterior,ok
Muitos bjs!!

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Caríssimos, com a senha recuperada, aqui estou para continuarmos o debate.

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Aos que deduziram que não há classe social específica para receber produtos culturais relacionadas a literaura e ao teatro: É CLARO QUE NÃO... A PERGUNTA É MUITO MAIS PARA PROCOCÁ-LOS A REFLETIR, PENSAR... Mas é isso mesmo: jamais podemos segmentar as atividades por qualquer questão... Imaginem se houvesse essa segreação (espetáculos para homens, livros para mulheres, esculturas para judeus, músicas para homossexuais... seria estranho, não?)

E ainda há um ponto nessa questão que gostaria de ampliar com vocês: na minha opinião, são justamente as classes menos favorecidas que deveriam ter acesso irrestrito aos produtos culturais. Ou será que os pertencenetes a essa classes não saberiam aproveitar esses bens/produtos culturais?

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Naira;

Que belas palavras! Seus comentário poderia "virar" outro texto, e quem sabe ir para um jornal escrito? Um blog?

Sua indignação foi transformada em belas palavras.

Abraço!

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Ale minha cara, infelizmente não há concurso para secretário Educação. O que há, muitas vezes, é que o professor, já concursado, assume, em determinado momento de sua carreira, um cargo público a convite de seu partido.

Abraço!

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Deise Daiane! Destaco seu comentário:

"A educação tem ,entre outras funções, a importante tarefa de integrar a sociedade ao contexto escolar, auxiliando na formação de cidadãos pensantes,ativos".

Seu posicionamento está corretíssimo... É justamente essa posição que vai perpassar a disciplina de Literatura Infanto Juvenil.

Abraço!

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

Agora vamos lá... espero mais comentários de vocês!

Ah! E o Amauri não comentou? Ele estava na aula, não?

Convidei os professres da Pedagogia para integrarem nosso debate! Alguém viu algum comentário deles por aí?

ABRAÇOS A TODOS!

Fabiano Tadeu Grazioli disse...

E a ilustração?

Alguém gostaria de comentar a ilustração?